segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Porque todo dia é dia...

O professor- Tânia Maya



Quem com pó de giz
Um lápis e apagador
Deu o verbo a Vinícius
Machado de Assis, Drummond?
Quem ensinou piano ao Tom?
Quem pôs um lápis de cor
Nos dedos de Portinari,
Picasso e Van Gogh?
Quem foi que deu asas a
Santos Dumont?
Crianças têm tantos dons
Só que, às vezes, não sabem
Quantos só se descobrem
Porque o mestre enxergou
e incentivou...
É, só se faz um país com professor
Um romance, um croquis, com professor
Um poema de amor, dim dim
Um país pra ensinar seus jovens eh
É, só se faz...
Um romance, um croquis, com professor
Um poema de amor, dim dim...
Quem com pó de giz...




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Música no Multiuso


Orquestra Sinfônica de Florianópolis
e
Associação Coral de Florianópolis
com regência de
 Carlos Alberto Angioletti Vieira
e preparador do coro
Tibi Laus
Convidam para Concerto

Aberturas, Árias e Coros Operísticos
 no Teatro Centro Multiuso
Localizado na Av. Beira Mar de São José
Dia 28/09/2011   às 20h30min            Entrada gratuita

domingo, 11 de setembro de 2011

Variantes Linguísticas

Uma língua nunca é falada da mesma forma, sendo que ela estará sempre sujeita a variações, como: diferença de épocas (o  português falado hoje é diferente do português de 50 anos atrás), regionalidade (diferentes lugares, diferentes falas), grupo social (uso de “etiqueta”, assim como gírias por determinadas “tribos”) e ainda as diferentes situações (fala forma e informal).

Além das variações já citadas, há ainda outras variações, como, modo de falar de diferentes profissionais (linguagem técnica da área), as gírias das diferentes faixas etárias, a língua escrita e oral.
Diante de tantas variantes lingüísticas, é comum perguntar-se qual a forma mais correta. Porém não existe forma mais correta, existe sim a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação. Dessa forma, a pessoa que fala bem é aquela que consegue estabelecer a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação, conseguindo o máximo de eficiência da língua.
Usar o português rígido e sério (linguagem formal escrita) em uma comunicação informal, descontraída é falar de forma inadequada. Soa como pretensioso, artificial. Da mesma forma, é inadequado utilizar gírias, termos chulos e desrespeitosos em uma situação formal.
Ao se falar de variantes é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. Existem muitas formas de comunicar que não perturbam a comunicação, mas afetam a imagem social do comunicador. Uma frase como “O povo exageram” tem o mesmo sentido que “O povo exagera”. Como sabemos o coletivo como conteúdo é sempre plural. Porém hoje a concordância é com a forma. Nesse particular, há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. Falar “O povo exageram” , por exemplo, deprecia a imagem do falante.
Para resolver essas chamadas questões de correções de frase é aconselhável tomar os seguintes cuidados:
girias+2+a5.jpg (381×400)-checar problemas de acentuação, crase e grafias problemáticos;
-observar o verbo (conjugação, concordância, regência);
-observar os pronomes (colocação, função sintática);
-observar se as palavras estão sendo utilizadas em sua forma e sentido correto.
Um exemplo com esses problemas: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta” Forma correta: “Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta”(Prof. Marcos Duarte. Disponível em: www.infoescola.com.br)

domingo, 4 de setembro de 2011

Informatividade e o Senso-comum no Texto Argumentativo-Dissertativo

Chamamos informatividade as informações veiculadas através dos textos escritos ou visuais, como anúncios, artes plásticas, artigos, dentro outros tipos de textos.
O grau de informatividade de um texto é medido de acordo com o conhecimento de mundo das pessoas a que ele se destina. Ou seja, dizemos que um texto possui um alto grau de informatividade quando a compreensão mais ampla desse texto depender do repertório cultural do leitor.
Um texto é mais informativo quanto menor for sua previsibilidade, e vice-versa. Para que haja sucesso na interação verbal, é preciso que a informatividade do texto seja adequada ao interlocutor.
Uma grande parcela dos textos de circulação nacional veiculados pela mídia possui um grau médio de informatividade. Desta maneira, eles conseguem prender a atenção do leitor e, ao mesmo tempo, acrescentar-lhe novas informações.
Assim, textos contendo relatos de experiência em Química Orgânica, por exemplo, apresentará um alto grau de informatividade, quando direcionado a todos os públicos, pois na verdade ele interessa apenas a um público restrito: aqueles que dominam os conceitos desta área científica.
No entanto, se a informatividade do texto for muito baixa, o leitor pode desinteressar-se por ele, pelo fato de não apresentar nada de novo ou importante. Este tem sido um dos grandes problemas das redações de vestibulares. É necessário que estas produções apresentem um grau médio de informatividade, para que o texto não corra o risco de cair na obscuridade ou relatar o óbvio.
Um exemplo de informação óbvia é o que comumente chamamos “senso comum”. São argumentos aceitos universalmente, sem necessidade de comprovação. Por exemplo: “o homem depende do ambiente para viver”, ou ainda “a mulher de hoje ocupa um papel social diferente da mulher do século XIX”. Informações como estas já foram comprovadas historicamente, não precisam de justificativa. Por apresentarem um grau de informatividade muito baixo, têm um valor persuasivo menor.
Às vezes, o senso comum é confundido com “lugar comum”. Estas são informações obscuras, traduzidas em expressões como “o homem não chora”, “todo político é ladrão”, “mulheres dirigem mal”. Além de preconceituosas, não têm base científica, mas mesmo assim vêm sendo repetidas como se representassem uma “verdade universal”. Empregada dentro do texto dissertativo, acabam por causar incoerência textual, já que não têm base na realidade.
Assim, para que se construa um texto dissertativo que contenha informações relevantes ao leitor, é preciso pesquisar e confrontar diversas fontes sobre a mesma temática, a fim de que o texto apresente argumentos suficientes para levar o leitor a compreender seu raciocínio lógico.
Fonte
CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação. São Paulo, Atual Editora, 2000.  
-texto adaptado

domingo, 28 de agosto de 2011

É preciso fazer um rascunho

Conforme tenho insistido nas nossas aulas, em todo processo de construção de um texto, há uma fase de elaboração de organização das idéias chamado rascunho. Como vimos, todo bom escritor passa por isso, e dentro da produção textual  no colégio o seu uso é indispensável.
Por outro lado, fazer um rascunho e passar a limpo sem antes fazer uma leitura atenta e crítica é uma atividade inútil e muitas vezes até irritante.
O rascunho serve para que o autor do texto se comporte como um leitor crítico e faça as devidas alterações visando a melhoria da qualidade do texto.
Para que se faça um bom rascunho é necessário treino e dedicação, é preciso que este seja feito várias vezes até que se adquira o hábito. Este é o primeiro passo para a produção de um bom texto.
Vamos então aos principais passos para o seu rascunho.
  • Antes do rascunho, a primeira coisa a ser devidamente pensada e avaliada em sua mente é a proposta de redação. Você não pode ter preguiça de ler e entender a proposta, pois a produção de um bom texto pode depender exatamente disso.
  • Logo depois que a proposta for entendida, as idéias que surgirem a respeito daquele assunto devem ser anotadas em forma de lista. Nessa fase do processo você não precisa pensar na relação que uma idéia tem com a outra. Apenas anote para não esquecer aquele ponto de vista sem antes pensar sobre ele.
  • Leia as anotações.
Caso você tenha poucas anotações, você deve fazer uma relação de sentido entre elas para que você possa determinar o objetivo do seu texto. Após relacioná-las, escreva o objetivo do seu texto, baseado nas idéias que você teve.
Caso você tenha muitas anotações o seu trabalho será inverso. Determine o seu objetivo, depois exclua as idéias que não corresponderem a ele. Faça uma nova lista só com as idéias que você acha que te ajudarão a chegar ao seu objetivo.
  • Determine começo meio e fim da sua redação, agrupando as idéias onde você acha que elas melhor se encaixam.
  • Produza a primeira versão do seu texto, transformando sua “lista de idéias” em parágrafos, lembrando sempre de obedecer às regras básicas de produção textual: paragrafação, pontuação, acentuação, sintaxe, coerência, coesão, etc.
  • Leia o texto produzido e verifique se ele está obedecendo à proposta de redação e se está conduzindo ao seu objetivo, já determinado anteriormente. OBS: nesta fase, dependendo da sua leitura crítica do texto, você correrá o risco de voltar ao ponto zero e começar novamente a redação. Caso isso aconteça reescreva-a tentando corrigir as falhas que você já notou.
  • Reescreva o texto (em definitivo).
  • Releia o texto e faça as correções gramaticais ou textuais necessárias.
  • Atenção: toda e qualquer modificação no seu texto deve ser feita até este momento da produção.
  • Pronto. Pode passar seu texto a limpo com a consciência bem mais tranquila e sem voltar atrás em nada. Neste momento você já produziu o texto, seu trabalho agora é trasnformá-lo em um documento copiando tal e qual ele se encontra. (texto adaptado)

A importância do Contexto...

Para se compreender um texto, é necessário saber em qual momento ele foi produzido e que situação externa esse texto se refere direta ou indiretamente. A isso chamamos contexto. Segundo Oswald Ducrot, lingüista atuante na área da Semântica, falar sobre o sentido de um enunciado, fora das circunstâncias possíveis de suas ocorrências, ou seja, fora do contexto e da situação, equivale a abandonar o terreno da experiência e da comprovação, para construir uma hipótese carente de demonstração.
Tomando como definição de texto a de Costa Val (1999:3), para quem “texto é uma ocorrência lingüística, falada ou escrita, de qualquer extensão, dotado de unidades sócio-comunicativa semântica e formal”, vamos exemplificar, numa sentença, o que seria o contexto. Observe o seguinte enunciado:
1. “Que belo dia!”
Sem se levar em conta o contexto, não se pode explicar o sentido desta frase. Poderia se imaginar que ela poderia se referir a um dia agradável, que a rotina flui sem imprevistos, ou poderia ter sido dita por alguém que ganhou na loteria. Não se sabe a que contexto se refere, se a um dia de sol após um período chuvoso ou se é um dia de chuva após meses de sol escaldante. Como não foi apresentada a situação em que esse enunciado foi proferido, há várias possibilidades de sentido nesta frase.
Observe agora a seguinte situação: Marcos acordou atrasado para o trabalho, tomou um ônibus lotado que quebrou durante o trajeto. Ele tomou um táxi para não se atrasar tanto, mas teve de descer a três quarteirões do edifício onde trabalhava, pois, como chovia muito, uma árvore caída na pista impedia a passagem de veículos. Chegou ao trabalho atrasado em uma hora e meia. Ofegante e nervoso, ele brada:
2. “Que belo dia!”
Nessa circunstância, essa mesma ocorrência equivale a:
“Que dia horrível!”
Enquanto no primeiro enunciado existe a multiplicidade de sentido, o segundo não está passível a outras interpretações, visto que o contexto, a situação na qual o enunciado foi proferido delimita o sentido da enunciação (a frase em seu uso concreto da comunicação).
O contexto situacional é formado por informações que estão fora do texto, sejam elas históricas, geográficas, sociológicas,literárias. Ele é essencial para uma leitura  mais eficaz, aproximando o interlocutor/leitor do sentido que o locutor/escritor quis imprimir ao texto.
Fontes
COSTA VAL, Maria das Graças.
 Redação e Textualidade. 2 ed. São Paulo, Martins Fontes, 1999, p. 3.



domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre Intertextualidade


Intertextualidade  é um recurso que pode enriquecer um texto e acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer referência à outra ocorre a intertextualidade.
Ela está  explícita quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor  o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas de intertextualidade: a Paráfrase e a paródia.
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a referência ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades. Com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real,  através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo do recurso da paródia, freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com a mesma Canção do Exílio, teremos agora um exemplo de  paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares 
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto. Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Referências
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Paródia, paráfrase & Cia, 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.
(disponível em: www. educanet.com. Texto adaptado)

domingo, 7 de agosto de 2011

A Orquestra Filarmonia

de Santa Catarina fará um concerto no TAC no dia 12 de agosto às 21h. Com regência do maestro Gustavo Fontes e solo do pianista Paulo Álvares, os ingressos custam 20 e 10 reais. Vale conferir!

Para recomeçar afinado...

Aí estão os" 20 erros mais comuns nas redações", conforme levantamento de experientes colegas professores.
Neste recomeço de semestre, sugiro que leiam com muita atenção para evitá-los. O post é longo para matar a saudade...

1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.

5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

11 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

12 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

13 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.

14 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.

15 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

16 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

17 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.

18 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

19 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.

20 - Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
                                                                                                                                      ( Disponível em www.mundovestibular.com)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Meninos e meninas, divirtam-se

Atualizando e revendo conceitos de ditados consagrados em tempos de internet:
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor, uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais, não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra, não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
15. Quem não tem banda larga, caça com modem.
16. Quem semeia e-mails, colhe spams.
17. Quem tem dedo vai a roma.com.
18. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
19. Uma impressora pergunta para a outra: essa folha é sua ou é impressão minha?
20. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia...e depois cola!
                                                                                                                                (Fonte: Almanaque Santo Antonio 2011, Editora Vozes)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Festa da Família

   No dia 02 de Julho (sábado) aconteceu no ginásio do SESI a Festa da Família. Quando cheguei lá teve bastante dinâmicas para aprendermos como se faz peteca, cerâmica, origami e muitas outras coisas. Eu quis ir na oficina de cerâmica. Aprendi a fazer um prato de argila e quando terminei , pintei-o de lilás. Meus pais não puderam ir, mas fui com a minha amiga e os seus familiares. 
    Em seguida as professoras de Educação Física chamaram os pais e as crianças para nos aquecerem com alongamentos e brincadeiras. Não gostei muito das músicas que tocaram na festa  como Kelly key porque prefiro Bruno Mars, Black Eyed Peas, Beyonce e Kesha, entre outros. 
    Mais tarde houve a apresentação do boi de mamão. Eu já conhecia mas mesmo assim achei bem legal. O personagem que eu mais gostei foi a Bernunça.  Apesar do frio foi um programa bem divertido.

    Malu Panichi, 6ano Vespertino
    Aluna da oficina da redação








             



fotos: acervo do colégio



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Para lembrar...


Dia 30, quinta-feira, é o último dia para trazer agasalhos para serem doados. 
A caixa está na entrada do colégio. 
Não deixe de contribuir! 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Navegar é preciso...

A internet, como se sabe, pode ser uma ferramenta poderosa na hora de estudar. É só ter cuidado para não perder o foco e se distrair nos links. Hoje temos uma lista de sites legais para complementar os estudos. Vale a pena conferir!

www.educabahia.com.br
É um portal com 70 vídeos-aulas, com os temas mais cobrados no ENEM em  todas as disciplinas...

www.historianet.com.br
Com textos sobre história geral, do Brasil e da América com subdivisões...

www.somatematica.com.br
A matemática apresentada de forma teórica e prática, com conteudos do fundamental ao superior...

www.vestibularbr.com.br/vídeo-aulas-gratis-fisica
São 50 vídeos-aulas com vários temas...

www.mundoeducacao.com.br
Traz informações de todas as disciplinas...

www.brasilescola.com
Dicas de estudo, curiosidades e muito mais pode ser encontrado aqui...

(Disponível em Diario Catarinense, 15jun2011 adaptado)
                                                                           BONS CLIQUES!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Como organizar o texto em parágrafos

Uma dificuldade comum no momento de escrever um texto é saber como estruturá-lo em parágrafos. Independente do tipo de texto, é interessante que se  consiga organizar toda a mensagem em "blocos lógicos": introdução, desenvolvimento da idéia ou tema central e conclusão.

Segue, hoje, uma dica: Escreva o seu texto em um único e grande bloco, caso tenha dificuldades em organizá-lo em parágrafos. Depois de pronto, experimente fazer o seguinte: dê subtítulos aos seus blocos temáticos, aos seus "pedaços de textos". Verifique se o que está escrito em cada bloco confere com o subtítulo que você deu. Por exemplo: em um texto sobre a necessidade de  escrever corretamente para ser entendido, você tem um subtítulo "A origem da escrita na história do homem". Só que há uma frase por lá que não se encaixa. Então, é um sinal quase evidente de que ela deve ser passada para o parágrafo seguinte - ou até mesmo excluída, para manter a coerência. Tente agrupar os períodos com idéias afins e observe como tudo fica bem mais fácil!
A diferença entre um texto sem parágrafos e um bem estruturado é como comparar duas mesas de trabalho: uma bem cheia de papeis desarrumados e a outra com todos os materiais em seus devidos lugares. 

(Disponível www.redacaocriativa.com.br - adaptado)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Balança

Este foi o título do texto que a educanda Julia Eli produziu a partir da leitura de "O mapa da mina", de Carlos Heitor Cony. Vale conferir:
    "É a fatura do cartão que estourou, é a bagunça da casa, é a escola dos filhos e a pressão no trabalho, é a falta de tempo para si mesmo. Essas são umas das reclamações mais frequentes das pessoas no meio do caos que anda a vida.
     Será que é para isto que a vida serve? para passar desapercebidamente, sem deixar-nos olhar para os lados, aproveitar os momentos? Não. Quem faz isso é você mesmo. Mas, se não trabalhar, como  sustentar a família e comprar aquele carro? Dinheiro é importante. Mas não é tudo!
    Os comerciais nos mostram o mundo "perfeito". Mas , será essa a perfeição? Viver uma vida de correria e pressão para ter horas de prazer?
   Acima de tudo, é importante que se busque um equilíbrio. Se adotarmos o método da balança, abriremos nosso coração para  a vida e para seus valores e assim viveremos melhor!

Ainda sobre escolhas...

A educanda Maria Luiza, do 1º ano do ensino médio, escreveu um texto sobre  escolha profissional e acredito que conseguiu traduzir com clareza parte de suas inquietações e dos colegas:
   "Ainda não sei o que quero fazer quando crescer, estou dividida entre artes plásticas, arquitetura e fotografia. Não quero ficar pensando muito em profissões ainda, já que não pretendo fazer faculdade até ter certeza sobre minha decisão.
   Minhas opções até agora foram todas baseadas em experiências que tive, como as aulas de artes, que me ensinaram como pintar e a fazer desenhos melhores, as fotos que bati para minha formatura no ano passado e os projetos de construção nas aulas de geometria.
   A pressão para fazer uma escolha profissional , porém, é bem grande. Meus pais esperam que eu tome minha decisão logo e no colégio tudo o que fazemos é praticamente uma preparação para o vestibular. Para uma pessoa indecisa como eu é uma situação bem estressante. Ainda não sei o que quero fazer quando eu crescer, mas definitivamente será algo relacionado às artes."
 Também sobre o mesmo tema, Natalia Walter, da mesma turma, também caprichou:
   "Com muitas novidades chegando ao mercado de trabalho e a influência familiar, torna-se difícil a escolha de uma única opção. Mas na sociedade moderna a arquitetura surge como uma profissão atraente e desejada.
    Quando entramos no ensino médio a pergunta " o que você vai fazer no vestibular?" começa a ser ouvida com mais frequência, muitas dúvidas surgem e também infuências em relação à nossa futura escolha. Diante de muitas opções, a arquitetura se destaca no coração e na mente de uma estudante.
   É fácil caminhar nas ruas e ver as grandes novidades na construção civil, prédios modernos, decorações inovadoras e muita tecnologia nos projetos de arquitetura. Isso provoca a atenção dos estudantes que pensam em seguir carreira como arquitetos.
   Na busca desse grande objetivo profissional, surge motivação para persistir em uma caminhada estudantil desejando alcançá-lo e assim, ter a realização de um grande sonho."

domingo, 5 de junho de 2011

Chaplin e Brahms...

Sobre Argumentação

   Não é novidade que escrever um bom texto pode contribuir decisivamente para o  ingresso na universidade. Daí a necessidade de treinar muito para quando chegar a hora... Hoje, dicas sobre argumentação, conforme prometi:
  Para fazer um bom texto, é preciso mais do que estar informado. Escrever uma dissertação, por exemplo, requer  um posicionamento diante do que vê, ouve ou lê. Diante da  quantidade de informações disponíveis atualmente, é preciso, mais do que nunca, saber relacionar fatos, associar idéias, distinguir diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema,  o que é relevante, o que é secundário,  o que é causa  e o que é conseqüência.
  Um texto é fluente quando conduz o leitor por meio de um raciocínio - a esse exercício da razão chamamos argumentação. Para argumentar de modo eficiente, deve-se lançar mão de exemplos adequados e lembrar que, por mais consistente e coerente que seja, toda idéia pode ser contestada. Assim, antecipar-se às possíveis réplicas, mostrando os outros lados da questão, é um valioso recurso argumentativo, por onde se pode envolver o leitor no raciocínio, levando-o à conclusão que se quer.
  
A todo custo deve ser evitado o simplismo, raciocínio vicioso praticado por quem omite dados importantes de uma questão, tratando-os como se fossem secundários. Defender a implantação da pena de morte com base no argumento de que "quem matou deve morrer" é um exemplo de simplismo. Afirmações que demonstrem radicalismo (político, religioso, moral etc.) podem criar no leitor uma predisposição negativa ante o texto - que, naturalmente, perde em eficácia argumentativa.
  
A linguagem deve ser simples e objetiva, atendendo ao padrão culto. O artificialismo decorrente do emprego de palavras menos usuais na tentativa de impressionar pode resultar pedante e falso. É importante que o leitor perceba um compromisso do autor com as próprias idéias.



(Baseado em Texto de Thais Nicoletti, Folha de São Paulo)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Convite à resistência

    Hoje vamos  tratar da "invasão" de uma linguagem diferente, adotada principalmente pelos adolescentes. Ela está interferindo inclusive nos textos produzidos  em sala de aula, onde se espera que a norma culta prevaleça. Afinal, é este o espaço que temos para aprender e exercitar as regras e seguir os padrões da língua. Se não, onde mais?
   Conforme o nem sempre confiável  wikipédia. o internetês é uma linguagem surgida no ambiente da internet, baseada na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de tornar mais ágil e rápida a comunicação, fazendo dela uma linguagem taquigráfica, fonética e visual. Abreviações, simplificações, símbolos criados por combinação de caracteres, símbolos gráficos próprios e uma diversidade de recursos de comunicação por imagens utilizados na internet são as principais características encontradas nas mensagens que utilizam esta linguagem.
Vamos a alguns exemplos: "Td de bom p vc. Xau, bju!, Blz, t+! A gtn se fla por aki. Bjaum!" (ou seja: Tudo de bom para você. Tchau. beijo!, beleza, até mais" A gente se fala por aqui. Beijão"), "Kd vc q naum dexo coments no meo flog pra eu fla c vc?" (ou seja:: Onde está você que não deixou um comentário na minha página pessoal de fotos para eu falar contigo?). Estas são frases típicas do que alguns professores, estudiosos da língua e gramáticos passaram a chamar de internetês. Outro exemplo: "toaxandumoskema" (ou seja : estou achando o maior esquema).
Sim! Tudo quer dizer a mesma coisa! E a maioria só escreve na internet assim. Para essa galerinha, teclar com amigos escrevendo de forma natural e obedecendo às regras da gramática portuguesa não tem nada a ver...O internetês colocou como regra o não uso de acentos, a possibilidades de inventar palavras ou emendá-las obedecendo somente à fonética. De qualquer modo, caros educandos, fica o desafio de teclar em português para experimentar. Quem sabe não é divertido também? Vamos tentar?

(Texto adaptado por mim) 
imagem: google

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Recado aos leitores ávidos

A biblioteca do colégio está cheia de novidades! Entre os títulos novos encontram-se A Lenda dos Guardiões, Diários do Vampiro, A Busca do Graal, O Discurso do Rei, As Mentiras que os Homens Contam, Comédias para se Ler Na Escola e muito mais.
Todos já estão devidamente catalogados e disponíveis para empréstimo. Andressa nos contou que o movimento está aumentando. Corra lá e garanta momentos de suspense, medo, alegria, surpresa, enfim, todas as emoções que a leitura nos provoca.  

Por que fazer o ENEM neste ou no ano que vem...

O Exame, a cada ano, mostra sua importância. Entenda porque ele 

não atrapalha e ainda ajuda


Goste ou não, a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

 é óbvia. Em algumas instituições é a única porta de entrada. E na Universidade

 Federal de Santa Catarina (UFSC), cerca de 90% dos estudantes 

classificados no vestibular que optaram por usar a nota melhoraram seu 

desempenho.Dos 5.758 classificados no vestibular 2011 da UFSC, 3.816 

optaram por usar a nota do Enem. Destes, 3.416 melhoraram seu desempenho.

 Para os outros o exame nacional não influenciou, já que a nota final pioraria.

 Mas como é esta prova?

Segundo o professor de biologia do Gaia, Aluízio Caffé, o conteúdo do Enem

 não difere dos apresentados em salas de aula no ensino médio ou em 

um curso pré-vestibular. Mas a forma de cobrança muda.

Os assuntos são associados às atualidades ou ao cotidiano dos estudantes. 

Uma questão sobre os os agentes que promovem o desequilíbrio no meio 

ambiente tem tudo para estar relacionar com o vazamento de petróleo 

no Golfo do México.

O diretor pedagógico do Sistema de Ensino Energia, Nilson da Silveira,

 lembra que a leitura é fundamental para quem quer se sair bem no Enem:

– O estudante tem que se preocupar com a programação do ensino médio,
 fazer muita leitura e saber interpretar os textos. Além disso, tem que
 relacionar os temas, analisando o contexto histórico e em como tudo
 isso incide em outras áreas do conhecimento – avalia.

OS MOTIVOS PARA FAZER- Em 2010, o Enem foi adotado por 83 instituições públicas de ensino superior, sendo 39 federais, cinco estaduais, 38 institutos federais, ciência e tecnologia e uma instituição isolada- Em 23 universidades, ele foi a única maneira de ingresso. Nas demais, ajudou a compor a nota final do vestibular ou foi usado como primeira fase- Para ganhar bolsas no Programa Universidade para Todos (ProUni) um dos pré-requisitos dos candidatos é ter feito o exame
- Dá para escolher uma vaga em qualquer lugar do país. Mesmo que você tenha feito as provas em Santa Catarina, você pode estudar na Bahia.Para isso, é preciso acessar o site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br). Nele, dá para escolher até duas opções de cursos, por ordem de preferência. O legal do sistema é que ele permite ao aluno acompanhar quantas pessoas se inscreveram no curso que ele quer e a variação da nota de corte.Além disso, o estudante pode alterar a escolha até o final
COMO USAR O ENEM EM SC
- UFSC – Ano passado, o Enem compôs 20% da nota do último vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Quem optou por usar a nota do exame, no resultado final, não foi prejudicado. Caso o desempenho no Enem diminuísse o resultado na universidade, ele era descartado. Além disso, depois do resultado do Vestibular 2011, a UFSC abriu processo de reopção de curso para as vagas que sobraram. Só puderam se inscrever os alunos que, além de terem feito o vestibular, tinham participado do Enem.
- UFFS – Na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) ele é a única forma de ingresso. Apesar disso, os estudantes precisam se inscrever no processo de seleção,organizado pela instituição, que não faz parte do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
 -IF-SC – por prova de vestibular.
- Udesc – Não usa o exame de nenhuma maneira.
AS PROVAS
O Enem será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio:
- ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia, filosofia e sociologia;
- ciências da natureza e suas tecnologias: química, física e biologia;
- Linguagens, códigos e suas tecnologias e redação: língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação;
- Matemática e suas tecnologias: matemática.
AS INSCRIÇÕES
- Começaram na segunda-feira e vão até 10 de junho de 2011, às 23h59min
- Custam R$ 35
- Só podem ser feitas pela internet: www.enem.inep.gov.br
Disponível em: Diário Catarinense, 25/05/2011 Caderno Vestibular